terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Invalidar você

A partir de hoje, nunca mais teu nome eu vou dizer. Eu vou apagar você. Para sempre, todo sempre. Nunca mais hei de evocar você. Transformarei essa história em arte, reinventarei você. Apagarei as fotos, queimarei as roupas, anularei você. Você que não me cuida nada. Você que só ama a sua estrada, você que me obrigo agora a esquecer.


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Poema para Jorge que não é da Capadócia

Você que é a pausa. Você ponto e vírgula da minha história. A nota dissonante que desarmoniza minha vida. Você que nem sabe de mim, você que de mim ganha meia palavra. Nada contra você, de quem nem sei o que dizer. Você, interrupção abrupta da minha melodia. Você aparência que remete no meu eu. Você causa antiga. Você retomada de causa. Esconderijo de palavras é tua caminhada. Você que não me passa. Que me deixa em profunda desgraça e dança seu samba sem graça. Você cara maquiada.  Você corpinho infantil. Você fotos espalhadas, você memória inventada. Você que torna tudo fútil. Você simples band-aid para coração imbecil.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Enfim dor, vá embora!

Enfim virar o 'ex' de quem se ama. Sair de cena e dar lugar para que outro possa enfim ocupar. Aos poucos esvaziar memórias e sonhos para deixar que o novo venha se apresentar. As mãos ainda tremem, a pele ainda arrepia, o coração não cansa de acelerar. As lágrimas molham cada tecla do teclado, fazendo boiar uma a uma as palavras dessa angústia que é terminar.
Saber-se esvaído da vida do outro, sentir seu cheiro, teu jeito indo. Saber que você nunca mais estará lá! A confiança acabou, o amor não. A relação acabou, o orgulho não.
Resta uma dose de humilhação e uma solidão profunda!
Nada ficará em breve, tudo muda. Já mudou, é renovação. O outro chega para acabar com a tortura. Afasta a minha alma que ainda sente-se grudada na sua.
A cada soluço alto que não consigo controlar. A cada respiração que me sufoca, prestes a me matar de falta de ar. A cada acesso à minha memória que relembra a tua. A tudo isso, contra tudo isso, eu não estou mais lá. Você foi, o outro veio, você definitivo, ele sempre feio.
Ele que não sei quem é, eu que não sei quem sou.
Mas há de passar, uma hora, isso tudo, isso sem nome, há de me largar!
Ai, que seja agora!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Poema de merda, poesia bruta, sentimentalismo de nada!

A dor é tanta que nem consigo me mover. Os dedos arrastam-se sobre o teclado tentando verbalizar sentido em todo este descompassado querer. Os olhos molham, a boca seca, a respiração hipnótica. E você. Você, esse lindo ser que se vai. Você sentimento que se esvai. Este alguém que não posso mais ter. A inversão dos papéis foi profunda, o pé que chutou bateu na minha bunda. Aqui doeu. Você gemeu, mas melhorou. Pedra bruta! Renovou. Eu Medéia, você Jazão. Eu, ex-forte, Você falso fraco. Eu, o engano do que todos pensavam, você a surpresa inesperada. Você parte cria, resto criatura recriada. Você carnaval, eu nada.
Quero deitar no escuro até morrer. Até escurecer a alma da tua lembrança, fechar meus olhos, finalizar as batidas da carne, adormecer, retornar ao chão, ser só boca calada.
Não pensar! Como esquecer?
Você que eu não quis mais, você que não luta por nada, você que se levanta sem mancada, eu essa coisa aqui parada.
Não choverá na tua área, aqui, água, mais água, mais água.
Não aguento mais essa pegada, abandono a noitada, volto para casa, choro você
Você que não liga, você coisa fria, você que não me amou nada!
Você mentira acreditada. Você, paixão dissimulada. Você encena, eu máscara neutra, nós... NADA!

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Todo o mal que você me fez...

Olhei no espelho, chorei porque desfigurei. Inflamei de você, engordei, enfeiei. Você barato homem, você não sei porquê amei. Você agora castanho, eu mais pequeno burgues. É isso, foi esse o grande mal que você me fez. De você contraí insegurança e pequenez. O mal, foi tudo o que me fez.


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A morte do pássaro

E o pássaro caiu. Caiu bobo, burro, torto. É o pássaro mais morto que já se viu. As asas dele, o amor levou. Sua liberdade, sumiu. O passaro que voava bem alto, é agora pássaro que ninguém nunca mais viu. Pobre pássaro, passarinho, pobre do pássaro que morreu, sumiu.


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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Carnavalhada

A cidade dá as boas vindas para toda a graça. O carnaval toma de lampejo, em cortejo, toda praça. E eu cidadão daqui, gente que nunca retarda. Fico perdido, tempo outro, tempo solo, feito bobo, gente chata.
O tempo muda, a vida turva e eu continuo sem entender nada. A cidade toda, mundana à toa, ninguém nem me avisou nada. Ou bebe e dança, ou vaza. Folião ou gente deslocada. Eles e meu nada. A cidade arrancou o meu choro de arrancada. Estou eu aqui, susto buscando saída em meio a poucas palavras. A vida é festa, é de repente! Tudo muda e ninguém me perguntou nada!

Em 04/02/2012